As commodities têm sido, desde sempre, uma opção de refúgio para quem procura mais estabilidade nos investimentos. Ao contrário das ações, que tendem a subir e descer de forma mais volátil, especialmente dentro do setor tecnológico, metais preciosos como a Prata e o Ouro são conhecidos por se comportarem de forma mais previsível.
Em 2026, os metais preciosos voltam a ganhar destaque. O mercado debate o impacto real da Inteligência Artificial e a incerteza aumenta a procura por ativos mais estáveis.
Valorização da Prata em 2026
A Prata é um metal finito e de valor, seguindo a lei da procura e da oferta: quanto mais escasso é um recurso, maior tende a ser o seu preço.
Entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, a Prata viu uma subida de 111%, o que mostra a incerteza existente no mercado. Apesar de uma queda acentuada no início de 2026, este material raro continua com uma valorização elevada quando analisamos no médio/longo prazo.
Com cada vez mais pessoas a olhar para a Prata como uma opção de diversificação, fica a questão: ainda vale a pena investir em 2026? Como investir de forma mais prática? A resposta passa, muitas vezes, pelos ETFs (ou ETCs) de Prata, que permitem comprar este material sem o ter fisicamente em casa.
O que são ETFs de prata?
O ETCs de Prata (Exchange-Traded Commodities) é um título financeiro negociado em bolsa que acompanha o preço da prata. Ao invés de se comprar Prata, que pode chegar a custar milhares de euros, um ETC segue o valor da Prata. Basicamente, permite-nos investir no metal sem precisar de o comprar fisicamente, oferecendo liquidez e facilidade de acesso (ou seja, podemos vender a qualquer).
Normalmente inclui uma taxa de gestão anual e, em alguns casos, custos de armazenamento, à semelhança dos ETFs. Os principais riscos são a volatilidade do preço da prata e a solidez do emissor do ETC.
Disclaimer: Este artigo não é recomendação financeira. Cada pessoa deve fazer o seu próprio estudo antes de investir. Ao se investir, estamos a colocar o capital em risco.
Melhores ETFs de Prata para 2026
| Nome | Rentabilidade Média Anual | ISIN | TER | Tamanho |
| iShares Physical Silver ETC | +138.46% | DE000A1EK0J7 | 0.75% | 361 milhões |
| Xtrackers Physical Silver EUR Hedged ETC | +119.76% | IE00B4NCWG09 | 0.20% | 3,140 milhões |
| WisdomTree Physical Silver | +119.13% | JE00B1VS3333 | 0.49% | 2,903 milhões |
| Invesco Physical Silver | +119.78% | IE00B43VDT70 | 0.19% | 967 milhões |
Investir na Apple, Tesla e mais com 0% de comissão!
Até 100.000€ todos os meses.
Este conteúdo é uma comunicação comercial da XTB, SA – Sucursal em Portugal.
Para quem conhece e está a par dos ETFs de Ouro, vai notar logo uma grande diferença, onde falo especificamente do valor da TER (custo de gestão), com os ETFs de Prata a terem um custo bastante superior. Com gestão mais barata, temos o ETF da Invesco, empresa conhecida por se focar em custos de gestão baixos, que tem atraído bastantes utilizadores.
E digo isto, porque existem ETFs de Ouro com uma TER de 0%.
O preço da Prata sobe em linha com os ETFs?
Existem dois tipos de ETFs/ETCs de prata, e é importante estar atento ao que se está a subscrever, porque nem todos seguem diretamente o valor de prata. Temos os:
- ETCs físicos: Guardam prata real em cofres, tendem a seguir os materiais preciosos com baixa margem de erro, porque o valor do fundo segue muito de perto o preço da prata física.
- ETFs baseados em futuros (Replicação sintética): Usam contratos que têm de ser trocados regularmente. Este processo cria diferenças entre o preço do ETF e o preço real da prata, criando maiores ganhos ou maiores perdas. Isto acontece porque estas trocas têm custos e podem ser afetadas por movimentos do mercado.
No caso destes produtos em análise, todos os ETFs/ETCs são fisicamente replicados (Physical), o que reduz bastante o desvio face ao preço da prata. Como são instrumentos de commodities, estes produtos seguem também o modelo habitual do setor: são todos acumulativos, não distribuindo qualquer tipo de rendimento ao longo do tempo.
Rentabilidade histórica (até 2026)
Em 2026, tem-se falado imensos de materiais preciosos, também conhecidos como commodities, que em tempos de incertezas, como o que vivemos, tendem a subir. Como forma de exemplo, só nos últimos 5 anos, o Ouro subiu cerca de 193%.
No caso da Prata, o crescimento não tem sido propriamente igual, já que apenas no final de 2025 é que este se começou a acentuar, com o crescimento nos últimos 5 anos a estar nos 228%. No seu pico, a 29 de janeiro, cada onça de Prata chegou a valor 100 $, um valor bastante fora do comum, e que, entretanto, estabilizou nos 70 $.
Analisando períodos mais recentes, a evolução do preço foi:
| Período | Valorização da Prata |
| Últimos 3 meses | +71% |
| Últimos 6 meses | +124% |
| Último ano | +140% |
| Últimos 3 anos | +276% |
Riscos e Benefícios dos ETFs de Prata
Vantagens:
- Maior estabilidade em períodos de incerteza, ajudando a equilibrar portefólios voláteis
- Acesso facilitado ao mercado da Prata sem necessidade de comprar metal físico
- Valorização recente expressiva, reforçando a procura crescente
Desvantagens:
- Custos de gestão mais elevados comparados com ETFs de Ouro
- Volatilidade inesperada, mesmo para um metal precioso
- Dependência da solidez do emissor do ETC
Será que ainda vale a pena em 2026?
Quem tem ativos que podem sofrer de grande volatilidade com o tempo, obter Prata pode acabar por ser uma opção para quem procurar criar mais estabilidade no seu portefólio. Porque, por exemplo, se tiver no meu portefólio gigantes tecnológicas, que acabam por ter uma maior volatilidade, pode fazer sentido ter uma parte do portefólio em materiais, preciosos, pois ajuda a criar uma maior estabilidade em momentos de incerteza.
Argumentos a favor:
- Maior estabilidade em períodos de incerteza económica, ajudando-me a equilibrar um portefólio com ativos mais voláteis, como tecnologia.
- Acesso facilitado ao mercado da prata, já que os ETCs permitem investir sem comprar metal físico, mantendo liquidez e simplicidade.
- Histórico recente de valorização muito expressiva, o que mostra procura crescente e reforça a ideia de que a prata continua relevante como ativo de refúgio.
Argumentos contra:
- Custos de gestão geralmente mais elevados, especialmente quando comparados com produtos semelhantes de ouro, o que reduz o retorno líquido.
- Volatilidade inesperada nos últimos meses, que demonstra que mesmo um material precioso pode ter oscilações fortes.
- Dependência da solidez do emissor do ETC, algo que acrescenta um risco adicional que não existe ao comprar prata física.
Como escolher o ETF de Prata certo para o teu portefólio?
A escolha do ETF de prata depende sempre do perfil de investimento de cada pessoa e do horizonte temporal que tem definido. Para quem prefere uma abordagem mais conservadora, com foco em estabilidade no curto ou médio prazo, investir em commodities como a Prata pode não ser a opção mais confortável, já que este tipo de ativo pode ter oscilações relevantes.
Já para quem tem um perfil de investir mais agressivo, tem no seu portefólio ativos mais arriscados e que sofrem com a inflação, e até já andam a estudar investir em materiais preciosos há algum tempo, pode fazer sentido adicionar Prata ao portefólio através de ETFs.
No meu caso, acabei por optar pelo iShares Physical Silver ETC, que tenho vindo a acompanhar através da XTB. Uma das razões pelas quais utilizo esta corretora é o facto de permitir investir em ETFs sem comissão até 100.000 € por mês, aplicando depois uma taxa de 0,2%.
Para quem, como eu, gosta de ir construindo posição de forma gradual, ter esta flexibilidade faz diferença, porque consigo manter os custos controlados enquanto ajusto o portefólio ao meu ritmo.
Em 2026, a prata voltou a destacar-se como forma de trazer mais equilíbrio ao portefólio, sobretudo numa fase marcada por incerteza. Mesmo com custos e riscos associados, continua a ser uma opção a considerar por quem procura diversificação. No meu caso, vejo estes produtos como um complemento — útil, mas sempre alinhado com os meus objetivos e tolerância ao risco.







