Embora acompanhe alguns REITs nas corretoras onde invisto, a verdade é que estes ativos deixaram de fazer parte do meu portefólio. Os impostos de 28% sobre os dividendos e as baixas rentabilidades continuam a afastar investidores em Portugal.
Neste artigo vamos explorar o impacto dos impostos pagos no IRS dos dividendos dos REITs, benefícios fiscais, e ainda se vale a pena numa estratégia ter este tipo de ativo no portefólio.
Como consegui aproveitar a enorme queda no seu valor, neste momento já conto com uma valorização de 60%.
Quanto pagamos de impostos?
O principal motivo pelo qual não invisto mensalmente em REITs é a carga fiscal. Atualmente, em Portugal, os dividendos estão sujeitos a uma taxa de 28%, e os REITs mais sólidos têm yields de 4 a 5%. Ou seja, depois dos impostos, restam apenas cerca de 3%, o que para mim é pouco atrativo.
Se quisesse garantir um rendimento equivalente ao salário mínimo apenas com REITs, teria de investir cerca de 350.000€. Ainda que se possa admitir algum tipo de valorização de longo prazo, para o meu perfil de investidor não é algo que me atraia.
Existem alternativas?
Embora em Portugal, não há como escapar aos 28% de dividendos, existem países como o Reino Unido e os Estados Unidos antes de ir para o restaurante. E não fica por aqui, investimentos com rendimentos passivos, como as corretoras que pagam juros pelo capital não investido, bem com as plataformas P2P, acabam por também ter 28% de impostos.
Exceções: Alternativas mais rentáveis
Não descarto por completo o investimento em REITs ou ETFs de dividendos, mas apenas em casos específicos:
- Quando existe uma grande oportunidade de valorização – Como no caso do MPW, onde o potencial de recuperação é significativo.
- Quando o dividend yield ultrapassa os 10% – Nestes casos, mesmo com impostos, os retornos podem justificar o investimento.
Importa dizer que o Dividend Yield não é tudo, e um valor elevado pode também trazer maior risco, do que, por exemplo, ativos com um histórico bastante positivo como o Realty Income.
Global X SuperDividend:
Este ETF é uma das exceções, após o ter conhecidos através da Dama de Ouros, este foi uma opção que rapidamente me chamou a atenção. Neste momento conta com dividendos de 10,5%, e paga todos os meses.
O seu objetivo é simples, focar em empresas que pagam altos dividendos, o que acaba por ter um custo de gestão (TER) elevado, de 0,45%.

No gráfico acima, retirado do JustETF, é possível ver um crescimento de 3,6% nos últimos 12 meses. Já nos últimos 36 meses vemos uma queda de 36%, que fica ligada ao aumento das taxas de juros. Isto faz com que tenha uma segunda razão para investir neste ETF, que é por ver uma possível valorização no longo prazo.
Para quem também quiser saber mais, este ETF encontra-se disponível pelo menos na XTB. Eu comprei apenas uma posição na XTB numa conta que criei em dólares, pois prefiro receber os dividendos na moeda em que são pagos, evitando a moeda de conversão.
Disclaimer: Este artigo não é recomendação financeira. Cada pessoa deve fazer o seu próprio estudo antes de investir. Investir é arriscado, invista com responsabilidade.
Vale a pena investir em REITs em Portugal?
Para quem procura lucro no imediato e não gosta de ver os resultados a variarem constamente e ficar com medo de perder todo o seu capital, ações que pagam dividendos, bem como nos seus melhores REITs para investir pode ser uma boa opção, já que conseguimos ver dinheiro a cair na conta, com uma certeza, aquele já não vemos oscilar nas barras das corretoras.








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